Vejo a minha graduação encaminhando-se para a reta final. Já comecei a fazer meu TCC e só agora posso fazer parte do clichê: ‘Passa muito rápido’. Ainda tenho muita coisa para absorver e muita gente para conhecer, mas tenho a prévia certeza de que aproveitei muito. E para mim, a sessão nostalgia já começou!
Há um tempo, marcamos uma balada com o pessoal para nos despedir de um querido amigo que iria (foi) fazer intercâmbio por alguns meses no Canadá. O famoso ‘esquenta’ rolou solto e eu, confesso, exagerei nas doses. Entramos na balada e a turma inteira estava alterada, calibrando os copos além do limite. Era bebida no ar, gente no chão, pulando, fazendo montinho. Um comportamento digno de berçário na noite paulistana.
Entre bagunças e tombos, que a minha memória não permite detalhar, saí mancando da balada, crente que havia dado um simples mau jeito na perna. Minha amiga me trouxe em casa, mas às 7h30 da manhã eu já estava cansado da noitada e sem condições de tomar banho. Apenas coloquei um pijama e caí na cama daquele jeito, completamente sujo.
Despertei às 10h com a maior dor da minha vida. Meu tornozelo parecia um pão gigante sovado, inchado e roxo. Não conseguia me virar na cama e estava com uma vontade insuportável de fazer xixi. Qualquer movimento, via estrelas. E entre uma fisgada e outra na perna, minha cabeça dava pontadas e eu sentia ânsia de vômito. Gritei por alguém, liguei do meu celular para minha própria casa, mas ninguém atendeu. Estava sozinho, preso no meu quarto, praticamente atropelado, em uma das maiores ciladas da minha vida.
Sem recurso para ir ao banheiro e nenhuma posição em que minha dor não era insuportável, entrei em desespero e cheguei a chorar.
Apelei para uma cadeira de rodinhas, daquelas do computador, em frente a minha cama. Com o maior sacrifício da vida a puxei, sentei e fui até o banheiro para aliviar a vontade de fazer xixi. Circulando com meu automóvel improvisado pela casa, liguei para o meu pai. Levei cerca de meia hora para fazer esse trajeto, que foi um verdadeiro transtorno e constrangimento.
Chegamos ao hospital, fiquei andando de cadeira de rodas, agora verdadeira, cheirando a bebida, cigarro e confusão, com olheiras, dor de cabeça e ânsia de vômito. Tirei algumas chapas e o médico, intrigado, perguntava como foi que havia me machucado, e eu não sabia responder. Dizia que estava dançando, torci o pé e na hora nem percebi. Mas ele retrucava: ‘Não é possível. Temos luxações por todos os lados, não pode ter sido apenas uma torção’. Como ele queria que eu me justificasse na frente do meu pai? Dizendo que fiquei maluco, alucicrazy na festa e caí no chão diversas vezes porque eu e meus amigos temos atitudes piores que crianças de 10 anos?
Por fim, não quebrei a perna. Apenas luxei o tornozelo em diversas regiões, engessei e fiquei apenas uma semana e meia de molho.
Há um tempo, marcamos uma balada com o pessoal para nos despedir de um querido amigo que iria (foi) fazer intercâmbio por alguns meses no Canadá. O famoso ‘esquenta’ rolou solto e eu, confesso, exagerei nas doses. Entramos na balada e a turma inteira estava alterada, calibrando os copos além do limite. Era bebida no ar, gente no chão, pulando, fazendo montinho. Um comportamento digno de berçário na noite paulistana.
Entre bagunças e tombos, que a minha memória não permite detalhar, saí mancando da balada, crente que havia dado um simples mau jeito na perna. Minha amiga me trouxe em casa, mas às 7h30 da manhã eu já estava cansado da noitada e sem condições de tomar banho. Apenas coloquei um pijama e caí na cama daquele jeito, completamente sujo.
Despertei às 10h com a maior dor da minha vida. Meu tornozelo parecia um pão gigante sovado, inchado e roxo. Não conseguia me virar na cama e estava com uma vontade insuportável de fazer xixi. Qualquer movimento, via estrelas. E entre uma fisgada e outra na perna, minha cabeça dava pontadas e eu sentia ânsia de vômito. Gritei por alguém, liguei do meu celular para minha própria casa, mas ninguém atendeu. Estava sozinho, preso no meu quarto, praticamente atropelado, em uma das maiores ciladas da minha vida.
Sem recurso para ir ao banheiro e nenhuma posição em que minha dor não era insuportável, entrei em desespero e cheguei a chorar.
Apelei para uma cadeira de rodinhas, daquelas do computador, em frente a minha cama. Com o maior sacrifício da vida a puxei, sentei e fui até o banheiro para aliviar a vontade de fazer xixi. Circulando com meu automóvel improvisado pela casa, liguei para o meu pai. Levei cerca de meia hora para fazer esse trajeto, que foi um verdadeiro transtorno e constrangimento.
Chegamos ao hospital, fiquei andando de cadeira de rodas, agora verdadeira, cheirando a bebida, cigarro e confusão, com olheiras, dor de cabeça e ânsia de vômito. Tirei algumas chapas e o médico, intrigado, perguntava como foi que havia me machucado, e eu não sabia responder. Dizia que estava dançando, torci o pé e na hora nem percebi. Mas ele retrucava: ‘Não é possível. Temos luxações por todos os lados, não pode ter sido apenas uma torção’. Como ele queria que eu me justificasse na frente do meu pai? Dizendo que fiquei maluco, alucicrazy na festa e caí no chão diversas vezes porque eu e meus amigos temos atitudes piores que crianças de 10 anos?
Por fim, não quebrei a perna. Apenas luxei o tornozelo em diversas regiões, engessei e fiquei apenas uma semana e meia de molho.
Nesse dia prometi nunca mais fazer esse tipo de coisa.
Exatamente um ano depois eu abri o supercílio, mas isso é história para outro post. Ou quem sabe, um complemento para meu TCC.
7 comentários:
ai douguinho, eu me surpreendo com as coisas que a gente consegue fazer, sabe?
depois desse lance da perna machucada eu achava que não dava pra acontecer mais nada.. mas não, veio o ssssssssssupercílio. aliás, já anseio por esse post numa próxima oportunidade!
escuta, você anda escrevendo muito bem.. muito bonito! :)
Antes de começar de ler, eu digo: O TGI estraga as amizades e eu só dou graças a deus que a faculdade esta terminando.
..ah Douggg..só de ler já bate uma saudade neh..uma vontade maior ainda de aproveitar os dois últimos semestres que nos falta...aliás 1 e meio neh...mas uma coisa é bem verdade...cada um do seu jeito..a gente aproveitou e muito a vida acadêmica..por muitas vezes eu fiquei irritada com as caídas no chão e qndo voltava suja e molhada pra casa...mas sabe que depois minha mãe toda certinha..me vendo pingando cerveja me disse que cada sapato perdido tinha valido a pena pq ela me via feliz como nunca..depois disso eu passei a ir preparada pra voltar suja e sentia falta qndo com os amigos voltava limpinha...a gente pode até parecer criança de 10 anos-ou pior que elas- mas a nossa forma de aproveitar a faculdade..é única...e muito melhor do que ficar gastando dinheiro com carros e roupas importadas como a maioria dos universi†ários de faculdades caras por aí...a gente aprendeu mesmo a gostar da BAGUNÇA..que pra gente ganhou um significado novo!!...agora eu não sabia que vc tinha sofrido taaanto com esse pé..senti tua dor lendo isso...hauahuhaua
..BjOOo..
Agora meu comentário de verdade: me chama na próxima vez. Eu nunca quebrei nada =(
HAHAHAHA
já sofri os tais acidentes academicos no minimos umas 4 vezes, sei bem como é
"alucicrazy"... hahahahha
O Dong Dong...abandonou?!!
Não faça isso...favoritei e entro todo dia esperando um post novo.
Saudás brow
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