terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

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Eles sabem de tudo e não falam nada.
Eu não falo nada.
E vai ser assim até que o silêncio não nos satisfaça mais.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2 anos e meio


Eu criei este blog há 2 anos e meio - em julho de 2009. Adorava criticar o mercado de trabalho tradicional em meus textos. Odiava grandes empresas e empresas sem coração! 

Agora eu escrevo muito sobre minhas conquistas na profissão humana que encontrei. 

Em 2009, ainda estava na faculdade. Faltava 1 ano para me formar. Tinha medo de ter escolhido a profissão errada, não gostava das matérias do curso. Mas estava rodeado de pessoas queridas e amigos que ainda estão presentes no meu dia-a-dia. Quer dizer, no meu mês-a-mês. 

Em 2 anos e meio, escrevi um texto sobre a estrada de Votuporanga, cidade do interior de São Paulo em que meus avós maternos moraram. Hoje eles moram em São Paulo, são quase vizinhos meus, após passagem por Serra Negra. Minha avó paterna faleceu há 9 meses.

Naquela época meu tempo era livre. Adorava pensar no que escrever, procurar situações. Agora, só escrevo mesmo quando vem a inspiração. Embora eu acredite que falta de inspiração não tem nada a ver com falta de tempo.

Boas histórias vivenciadas em metrôs e ônibus foram contadas aqui. Depois que comprei meu carro, jamais relatei um momento dentro dele. 

Sempre escrevi sobre cachorros e outros animais. Continuo fascinado pelo universo dos chamados irracionais.

E, confesso, durante os 2 anos e meio, deletei inúmeros posts. Gosto de ler meu blog inteiro com frequência e fazer uma limpeza. Alguns textos me envergonham depois de publicados. 

Se a minha vida é mais legal hoje ou há 2 anos e meio, é impossível responder. Mas ela mudou bastante neste curto tempo. E eu tenho muito medo do tempo. Não queria que ele passasse tão depressa.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

355ª e última sessão

Lembro de ter conhecido o elenco de Mamma Mia! no Colégio Liceu, no Centro de São Paulo, onde aconteciam os primeiros ensaios enquanto o Teatro Abril se preparava para receber o musical. A equipe Arteplural, que trabalhou durante 15 meses na assessoria de imprensa do espetáculo, teve o privilégio de assistir cenas como The Winner Takes it All e Slipping Through my Fingers engatinhando, sendo modeladas pelos gringos Robert McQueen e Janet Rothermel, enquanto Floriano Nogueira se preparava para assumir o posto de diretor residente.


Depois vieram os ensaios para jornalistas, coletiva de imprensa com 200 pessoas, e finalmente a estreia. No escritório, novas sugestões de pautas a cada semana, contato diário com a imprensa, reuniões de desespero. No teatro, quintas, sextas, sábados e até domingos para acompanhar equipes de TV, jornais, revistas. Muito trabalho e satisfação na companhia de produtores e artistas carinhosos. Muita dedicação e cuidado com detalhes para que cada pauta externa desse certo. Pensa que é fácil levar mais de 20 atores, camareiras, produtores e figurinos para as emissoras de TV?

Programa do Jô - TV Globo

Eliana - SBT

Quem acompanhou, sabe o quanto o espetáculo cresceu durante os 13 meses de temporada. E eu cresci junto, atrás dos palcos. Agradeço a minha chefe Fernanda Teixeira e equipe Arteplural, pela confiança em dividir comigo essa responsabilidade tão incrível. Depois, a todos os envolvidos: diretor, artistas, produtores, stages, companies, camareiras, figurinistas, etc (aquilo era uma cidade!) por terem colaborado tanto com o meu trabalho!

Programa Raul Gil - SBT

Hebe - RedeTV! 

Programa Todo Seu - TV Gazeta

(Fotos: Adriana Balsanelli)

Ontem à noite, depois de 355 sessões, o Mamma Mia! se despediu do Brasil e o elenco fez uma homenagem a todos os envolvidos, inclusive assessoria de imprensa, nos convidando a subir no palco e dançar o último número com eles. 

(Foto: Roberto Ikeda)

Eu é que agradeço, masters of the scene!
Até a próxima!


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ansioso? Eu?

"Mas você? Tranquilo e bem-humorado?"
Sim, eu. Tranquilo, bem-humorado e ansioso.

Nunca fiz qualquer teste, mas acredito ser o ansioso Nível 1. Minha ansiedade não deve ser muito prejudicial, mas também não é gostosa de sentir. É mais do que aquele friozinho na barriga, borboletas no estômago.

Quando tenho muitas encrencas para resolver, durmo mal, passo a noite agitado. Se marco um compromisso, penso demais nele. Fico ansioso até quando vou sair com meus amigos, por puro lazer. A hora vai chegando e eu vou sentindo uma inquietação que incomoda.

O problema é que não tomo nenhuma iniciativa para curar esse mal. Fazer exercícios é uma boa, mas eu sempre desisto de correr no parque. Terapia é outra coisa que penso em fazer, mas adio. E eu não vou tomar remédios para curar uma simples ansiedade.

Bom, vou resolver isso em 2012.

domingo, 13 de novembro de 2011

Gordinho II

Hoje, 13 de novembro, faz quase um mês que escrevi o post anterior. Meu regime desandou um pouco. Na verdade, meu desempenho foi melhor do que em outras tentativas frustradas. Perdi 2 kg, chegando aos 71 kg. Ainda estou acima do peso, já que minha meta é 63 kg.

Descobri, então, quem são os maiores vilões da minha dieta. O primeiro é a bebida alcoólica. Não consigo – e não quero – abrir mão da cervejinha com os meus amigos aos finais de semana. E, pra piorar o quadro, a cervejinha sempre vem acompanhada por um petisco frito.

O segundo vilão é o domingo. Esse dia da semana é um pecado. Ficar em casa o dia inteiro dá fome... Visitar os avós representa pão com mortadela e refrigerante... Realmente a preguicinha do domingo anda de mãos dadas com a gula. Haja força de vontade, viu?

Enfim, são delícias da vida que não quero abrir mão agora. Prefiro perder esses próximos 8 kg em longo prazo - com a minha cervejinha e minha gula dominical.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Gordinho

Nunca disse que sou gordinho porque tenho tendência. Assumo todos os meus hábitos alimentares exagerados. Sou capaz de devorar uma coxinha logo após um prato bem servido de comida. Para mim, doces não são vilões. Claro que devoro, mas não são eles que me enchem a boca d’água.

Há alguns anos, quebrei a perna e fiquei imobilizado por uma semana. Nesse tempo, comi duas vezes no McDonald’s e cometi muitos outros crimes gastronômicos. Desde então, decidi emagrecer. Na época em que pesava 80 kg, comecei a seguir o livrinho dos pontos do Vigilantes do Peso. Não foi difícil, mas também não foi fácil. É gostoso quando os pneus começam a secar e o rosto começa a afinar. As roupas ficam largas e, quanto mais empenho, mais rápido é. E a comida de quem faz regime também é gostosa. Com moderação, dá pra comer carne, frango, yakissoba, hot-dog, hambúrguer e tomar cerveja.

A disposição aumenta, o óleo da pele desaparece e você faz uma cara feia quando vê frituras na frente. Acredite: o nosso corpo fica enjoado. Em pouco mais de seis meses de empenho, perdi 17 kg, chegando aos 63 kg. Mesmo sem ter frequentado as reuniões que o Vigilantes do Peso propõe, até hoje me sinto reeducado no que se trata de alimentação. Quando cometo qualquer deslize, sei que vou engordar.

Mas os deslizes têm sido intensos nos últimos meses. Do auge de minha magreza – 63 kg, para o auge de minha gordura – 80 kg, estou mais gordo do que magro. Atualmente peso 73 kg mal distribuídos em um pouco menos de 1,70m. O alerta vermelho toca e eu estou realmente incomodado. Então, a partir de hoje, volto aos 22 pontos contados. A meta é perder 10 kg. É preciso segurar a boca e correr no parque. Sentir inveja dos magrelos que comem muito, são sedentários e não engordam um grama não me fará menos gordinho!

domingo, 16 de outubro de 2011

Sobre alcachofra e semente de girassol


Não é nada fácil comer uma alcachofra: é preciso cozinhar aquela flor gigante, puxar pétala por pétala e sugar a pequena carninha com os dentes – depois de molhar no azeite, é claro. Depois, arrancar todos os cabelos para alcançar o miolo. O mesmo acontece com as sementes de girassóis. Temos que roer, como um ratinho, toda a casca até chegar à parte comestível do petisquinho.

Racionalmente falando, alcachofras e sementes de girassóis não são saborosíssimas. Alcachofra em reserva, pronta para o consumo e já temperada não me atrai. Pizza de alcachofra, nem pensar. Semente de girassol já descascada é um saco e não tem borogodó.

Bom mesmo é o pequeno desafio de conquistar esses sabores. Poxa vida, será que é verdade aquela história de que as conquistas suadas são as mais prazerosas? Dá um trabalhão danado...